Educação Protetiva

Falar sobre sexualidade com crianças e adolescentes é essencial para que eles estejam mais preparados e protegidos diante de situações de vulnerabilidade e abuso. Muitos pais sentem receio de abordar esse tema por medo de ser inadequado, porém, atualmente, crianças e adolescentes têm acesso fácil a diversas informações — mesmo quando os responsáveis são cuidadosos.

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Quando as dúvidas e curiosidades não são esclarecidas em casa, os jovens acabam buscando respostas com amigos ou na internet. Por isso, é muito importante que os pais possam orientar seus filhos de acordo com seus valores ou buscar apoio de um profissional capacitado para conduzir esse diálogo de forma acolhedora e assertiva.

Aqui no consultório, em conjunto com os pais e respeitando cada faixa etária, ofereço orientação e esclareço dúvidas com o objetivo de proteger filho(a) abordando conceitos da educação protetiva.

Uso consciente da Tecnologia

Atualmente, os índices de ansiedade, depressão, isolamento social, automutilação e suicídio entre crianças e adolescentes têm aumentado de forma preocupante. O uso inadequado da tecnologia e o excesso de tempo conectado também têm contribuído significativamente para esse cenário.

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Muitos pais e educadores se sentem perdidos sobre como ajudar, monitorar e até compreender quais devem ser os limites do uso da tecnologia — tanto para os filhos quanto para si mesmos. Diante disso, é fundamental promover diálogo, orientação e consciência sobre o uso saudável dos recursos digitais.

Aqui no consultório, trabalho esse tema de forma responsável, acolhedora e cuidadosa, convidando crianças e adolescentes a refletirem sobre como utilizam a tecnologia, o que acessam e assistem, os riscos presentes na internet e nos jogos, e também sobre como usar esses recursos de maneira positiva, favorecendo a socialização, os estudos, a comunicação com a família e o desenvolvimento saudável.

Alfabetização Emocional

A psicologia e seus conceitos têm ganhado cada vez mais espaço na sociedade. Mesmo sendo uma ciência relativamente nova, ela tem contribuído de forma significativa para o desenvolvimento emocional de crianças, adolescentes e adultos. Ainda assim, estamos em processo de “alfabetização emocional”, aprendendo a reconhecer, compreender e lidar melhor com nossos sentimentos.

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Muitas vezes, identificar o que estamos sentindo, gerenciar emoções e agir de forma assertiva diante delas ainda é um grande desafio. Na infância e na adolescência, esse aprendizado se torna ainda mais importante, pois é nessa fase que ocorre a construção da relação entre emoção e razão.

Por isso, é fundamental ajudar crianças e adolescentes a desenvolverem inteligência emocional, ensinando-os a reconhecer seus sentimentos, compreender suas emoções e encontrar maneiras saudáveis de lidar com elas no dia a dia.

Aqui no consultório, desenvolvo esse trabalho com o público infantojuvenil utilizando conhecimentos da neurociência, além de técnicas de arteterapia e ludoterapia, sempre respeitando a faixa etária, a individualidade e a linguagem adequada para cada criança ou adolescente. Durante esse processo, também oriento os pais para que possam auxiliar seus filhos — e a si mesmos — a lidarem de forma mais saudável com as emoções.

Educação Financeira

A educação financeira tem se tornado um tema cada vez mais presente nas conversas do dia a dia, e muitas escolas já vêm desenvolvendo atividades relacionadas ao empreendedorismo e à gestão financeira. Aos poucos, estamos quebrando a crença de que dinheiro é “assunto de adulto” e que crianças não precisam participar dessas conversas.

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A verdade é que ver um filho crescer com mais consciência e autonomia financeira é extremamente gratificante. Hoje vivemos em uma era de imediatismo, em que tudo parece simples: “é só passar o cartão” ou “fazer um pix”. Porém, muitas vezes esquecemos que toda escolha financeira gera consequências e responsabilidades — e ensinar isso às crianças e adolescentes é fundamental.

Também é importante refletirmos sobre nossa própria relação com o dinheiro: será que conseguimos viver dentro da nossa realidade financeira ou estamos sempre buscando mais sem compreender o processo necessário para alcançar nossos objetivos? Desejar crescer não é errado, mas é essencial aprender sobre planejamento, paciência e equilíbrio.

Aqui no consultório, trabalho com o público infantojuvenil conceitos da psicologia financeira, ajudando crianças e adolescentes a compreenderem como as emoções influenciam suas escolhas e decisões relacionadas ao dinheiro. Também abordo a diferença entre valor e preço, sempre respeitando a realidade, a faixa etária e a linguagem adequada para cada um.

Além disso, convido os pais à reflexão, oferecendo orientação e suporte para que toda a família possa desenvolver uma relação mais saudável e consciente com o dinheiro.

Adolescência (13 a 21 anos): Temas Sensíveis

A adolescência é uma fase desafiadora para muitos pais. Nesse período, os jovens começam a buscar mais independência e autonomia, mas ainda precisam de orientação e apoio para se conhecerem melhor e desenvolverem confiança em suas escolhas. Ao mesmo tempo, é comum que resistam aos direcionamentos dos pais, pois estão construindo sua própria identidade.

Os desafios dessa fase envolvem mudanças emocionais, alterações de humor, novas prioridades e experiências relacionadas à sexualidade, tecnologia, álcool e muitas vezes outras drogas. Além disso, os pais precisam lidar com o sentimento de impotência diante desse “novo” filho ou filha, que agora demonstra opiniões, valores e desejos próprios — nem sempre iguais aos da família.

É importante lembrar que essa é uma fase desafiadora para ambos. Enquanto o adolescente busca seu espaço e autonomia, os pais também enfrentam medos, inseguranças e dúvidas ao verem seus filhos crescendo e se tornando mais independentes.

Aqui no consultório, ajudo o adolescente nesse processo de transformação, favorecendo o autoconhecimento e escolhas mais conscientes e saudáveis. Também ofereço suporte aos pais, auxiliando-os a compreender melhor essa fase e a fortalecer o diálogo e a relação com seus filhos.

Orientação aos Pais

A maternidade e a paternidade é uma jornada desafiadora, e enfrentar esse caminho sozinho pode ser muito cansativo e doloroso. Atualmente, muitas famílias vivem uma rotina intensa, cheia de demandas e responsabilidades, o que faz com que, muitas vezes, falte tempo para refletir sobre a educação emocional e o desenvolvimento dos filhos.

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Nesse contexto, contar com uma rede de apoio faz toda a diferença. Ter ajuda, orientação e acolhimento não elimina os desafios da criação dos filhos, mas torna essa caminhada mais leve, consciente e saudável para toda a família.

Buscar o acompanhamento de um profissional especializado pode ser fundamental para fortalecer a saúde emocional da criança, do adolescente e também dos pais. Muitas vezes, pequenas mudanças na comunicação, na forma de lidar com os conflitos e no entendimento das emoções já transformam significativamente a dinâmica familiar.

Aqui no consultório, ajudo famílias a olharem com mais leveza para a jornada de educar um filho, fortalecendo o relacionamento entre pais e filhos, melhorando a comunicação e auxiliando no gerenciamento das emoções e dos conflitos presentes nessa relação.

Psicóloga Fernanda Luz

Sou Psicóloga Clínica Infanto-Juvenil há mais de 21 anos, apaixonada pelo desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes e pelo trabalho conjunto com famílias e escolas.

Minha trajetória na Psicologia começou com o interesse pela área de Dependência Química, tema do meu primeiro curso extracurricular ainda na graduação. Durante os estágios, tive a oportunidade de atuar em uma escola com pré-adolescentes, desenvolvendo grupos de conscientização sobre álcool e outras drogas. Foi nesse período que descobri minha verdadeira identificação com o universo infantojuvenil.

Desde então, construí minha experiência profissional atuando em escolas, realizando acompanhamento emocional de crianças e adolescentes, orientação para pais e professores e projetos voltados ao desenvolvimento socioemocional.

Ao longo da minha caminhada, também participei de um importante projeto social vinculado à Secretaria de Combate à Pobreza, atendendo crianças em situação de vulnerabilidade social, além de suas famílias e educadores.

Sou pós-graduada em Psicoterapia Junguiana e possuo formação em ESEPAS — Educação Emocional e Prevenção ao Abuso Sexual na Infância e Adolescência. Sigo em constante aprimoramento profissional para oferecer um atendimento acolhedor, ético e individualizado.

Atualmente, estou realizando formação em Genograma Financeiro, ampliando meu olhar sobre as dinâmicas familiares e suas influências emocionais, comportamentais e relacionais, com o objetivo de enriquecer ainda mais o trabalho desenvolvido com crianças, adolescentes e suas famílias.

Acredito na importância de olhar cada criança e adolescente de forma única, respeitando sua história, emoções e potencialidades. Meu propósito é contribuir para o fortalecimento emocional, o desenvolvimento saudável e a construção de relações mais equilibradas entre crianças, adolescentes, famílias e escola.

Dúvidas Frequentes

Quando uma criança pode começar a terapia?

Não existe uma idade determinada para iniciar a terapia infantil. Porém, a partir dos 5 anos, a criança geralmente já consegue se expressar melhor por meio da fala, das brincadeiras e das emoções. Ainda assim, muitos pais podem se sentir inseguros ou cheios de dúvidas nos cuidados com bebês e crianças menores. Nessas situações, a orientação aos pais pode ser muito importante, ajudando a compreender o desenvolvimento da criança, bem como aliviar sentimentos desconfortáveis nesse início da jornada de ser pai e mãe.

Quando devo buscar psicoterapia para meu filho?

Muitas vezes, quando os pais sentem que já não conseguem lidar sozinhos com alguma situação difícil que a criança está enfrentando, pode ser o momento de buscar ajuda profissional. Além disso, oferecer à criança um espaço seguro para organizar suas emoções e pensamentos pode fazer muita diferença em seu desenvolvimento emocional, ajudando-a a se sentir mais preparada para enfrentar os desafios do mundo.

Quanto tempo dura a sessão e quanto tempo dura o acompanhamento psicológico?

A sessão tem a duração de 1h. O acompanhamento psicológico não possui um tempo definido, nas sessões de devolutiva com os pais estaremos sempre reavaliando a evolução da criança e a necessidade da continuidade do tratamento.

Os pais participam das sessões?

A primeira sessão geralmente é realizada com os pais ou responsáveis, para que seja possível compreender melhor a história da criança ou adolescente, além do contexto familiar. Ao longo do acompanhamento, também podem acontecer sessões de alinhamento e devolutivas sobre o processo terapêutico. Quando necessário, sessões familiares podem ser realizadas com o objetivo de fortalecer os vínculos e melhorar o diálogo familiar.

O que é conversado na terapia é contado aos pais?

Durante as sessões de devolutiva e alinhamento, os pais recebem orientações e reflexões que ajudam na compreensão das dificuldades apresentadas. Porém, o sigilo profissional e a ética são sempre prioridades no processo terapêutico. Em situações mais graves, nas quais seja necessária a participação da família para proteção e cuidado do adolescente, os responsáveis são chamados e orientados sobre a melhor condução.

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